A chuva cai torrencialmente, escorrendo de camadas negras de nuvens. As pessoas passam, carregadas com sobretudos cinzentos e pretos que lhes pendem dos ombros, dando-lhes um ar cabisbaixo. Os olhos cravam-se no chão. O unico sítio para onde poderiam olhar, aliás, não estivesse o céu escondido pelos grandes pedaços de plástico a que chamam de guarda-chuva.
É então que ela surge, por entre essa panóplia de gentes sem rosto. Vem descalça,o cabelo desgrenhado, as roupas fininhas coladas ao corpo. Não parece importar-se. Olha o céu com a alegria de uma criança, e dança, como se não houvesse mais ninguém senão ela. Os que passam olham-na com desdém. "Um sorriso é a coisa mais barata que existe, e pode mudar a vida de uma pessoa", disseram-me um dia. E ali estava ela, a sorrir. A encher a rua com o arco-iris das suas vestes rodopiando, a encher o dia com o calor da sua presença, da sua simplicidade.
E dança infinitamente, celebrando cada gota de chuva, cada sopro do vento, cada segundo de vida.
É então que ela surge, por entre essa panóplia de gentes sem rosto. Vem descalça,o cabelo desgrenhado, as roupas fininhas coladas ao corpo. Não parece importar-se. Olha o céu com a alegria de uma criança, e dança, como se não houvesse mais ninguém senão ela. Os que passam olham-na com desdém. "Um sorriso é a coisa mais barata que existe, e pode mudar a vida de uma pessoa", disseram-me um dia. E ali estava ela, a sorrir. A encher a rua com o arco-iris das suas vestes rodopiando, a encher o dia com o calor da sua presença, da sua simplicidade.
E dança infinitamente, celebrando cada gota de chuva, cada sopro do vento, cada segundo de vida.
para a Nessy